5 dicas para você diminuir os custos da sua operação logística

Não é novidade para ninguém que os tempos atuais exigem atenção e austeridade das empresas. Temos enfrentado vário desafios os últimos anos temos enfrentando crises políticas, econômicas e até de saúde e todos os setores sentem os seus efeitos. Na Logística Internacional não é diferente: o aumento do dólar tem contribuído bastante para isso e todos sabem que o Brasil é um dos países com a maior carga tributária, por isso a preocupação em reduzir custos logísticos na importação é tão frequente. 

Além dessa alta tributação, os custos no Comércio Exterior tendem a ser altos devido à imensa cadeia em que as coisas acontecem. Quanto mais impostos, mais caros os produtos e serviços e, consequentemente, mais caro fica o produto para o consumidor final.

Naturalmente, é sempre importante tentar reduzir os custos logísticos na importação para que o produto ou serviço seja competitivo no mercado.

Mas afinal, como reduzir os custos?

1 - Melhor Negociação

Como sabemos, o valor FOB, ou de mercadorias em sua grande maioria é o componente que representa a maior parte dos custos de uma importação. Além disso, ele também serve de base para pagamento de impostos aqui no Brasil.

Dito isso, quanto melhor for a negociação do valor das mercadorias junto ao fornecedor internacional, menor será o custo final de importação. Isso se deve não somente pelo motivo de pagar menos por unidade ao fornecedor, mas também, por consequência, pagar menos impostos por unidade aqui na entrada no Brasil.

Tenha como exemplo um produto que valha US$ 10,00 lá na China e supondo que em uma negociação há a redução de 10%, ou seja, o produto passa a custar US$ 9,00 na origem. Adicionalmente, vamos imaginar que o percentual de custo de impostos incidentes no FOB é de 85%. Nesse caso teremos a seguinte economia por produto importado.

Desconto por unidade no valor FOB: US$ 1,00

Impostos que deixaram de ser pagos: US$ 0,85

Total: US$ 1,85

O poder de barganha também é outra ferramenta que deve ser bem explorada pela empresa importadora. Para isso, ela deverá ter bastante ciência do porte do fornecedor com o qual está negociando, no sentido de saber se sua demanda é representativa dentro da produção do fornecedor.

Em alguns casos, como commodities, uma demanda que pode ser expressiva aqui no Brasil, não fará pouca diferença lá fora, pois grande parte dos fornecedores são empresas médias e grandes. Entretanto, o contrário também pode acontecer. Uma demanda média e até mesmo pequena aqui no Brasil pode ser apreciada lá fora, fazendo diferença na hora da negociação.

2- Mapeie seu processo Logístico

Entender como seu processo Logístico funciona do começo ao final pode te ajudar a identificar possíveis falhas que possam ter causado aumentos nos custos finais.

O melhor amigo é o conhecimento. Veja se ocorreram essas falhas e o que causou e simplesmente CORRIJA-AS e cheque todas as oportunidades de melhorias.
Evite gargalos nas suas operações logísticas.

3- Reveja seus custos

Procure avaliar o histórico de gastos para cada operação logística, seja ela importação ou exportação. Analise todos os custos que envolveram cada processo, cada operação. Verifique quais custos possam ser desnecessários e ELIMINE-OS. Aqueles que não podem simplesmente ser eliminados, procure uma maneira de reduzi-los, sem colocar em risco a qualidade do produto ou serviço.

4- Planeje a sua próxima operação, o seu processo logístico

Sem planejamento você encontrará uma maior dificuldade para realizar o seu processo logístico com obtenção de êxito na operação.

Por isso, é de suma importância se planejar com antecedência, criando um cenário para cada um de seus processos. Procure antes de mais nada responder as seguintes perguntas:

→ Quais são as minhas responsabilidades e quais são do meu exportador ou importador?

→ Quem são os envolvidos em meu processo logístico? Os fornecedores e prestadores de serviços são qualificados? São Confiáveis? São flexíveis comercialmente e operacionalmente?

→ Quais são os custos envolvidos na operação?

→ As mercadorias estão sendo preparadas para serem despachadas conforme as normas internas e externas? Será utilizada embalagem de qualidade e adequada para o transporte, tanto interno como o internacional?

→ Todas as documentações foram emitidas de acordo com a legislação, principalmente do país de destino? Elas já foram revisadas e todas as informações estão corretas?

→ Já escolhi o modo de transporte para o meu produto? O produto pode ser transportado em qualquer modo de transporte? Há algum tipo de restrição?

→ Qual é o transit time para o transporte escolhido? Está dentro do meu cronograma?

→ Minha importação ou exportação tem algum tipo de limitação? Preciso de alguma certificação? Preciso emitir alguma licença anterior ao embarque da mercadoria?

→ Quais são os trâmites burocráticos e regras internacionais nos países de origem e destino que NÃO PODEM e NÃO DEVEM ser ignoradas?

→ Tenho disponibilidade de prestadores de serviços? Eles poderão me atender no tempo que preciso? Está dentro do meu orçamento, das minhas condições financeiras?

→ Preciso contratar um seguro internacional para a carga?

5 – Escolha o melhor parceiro

Tenha em mente que, trabalhar com o comércio exterior, consiste em várias fases. Logo, para que a operação de carga funcione dentro dos conformes e cumpra com os requisitos de prazo, custo e qualidade de serviço, é necessário que todos os envolvidos estejam bem alinhados.

Com isso, tenha como base o planejamento das ações necessárias e defina qual é o melhor parceiro logístico – agente de carga. Para que a escolha seja eficaz, considere:

  • Referências comerciais;
  • Nível de serviço;
  • Canais de comunicação do operacional;

Portfólio de soluções ofertadas.

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