CEDO DEMAIS PARA OTIMISMO? DESAPARECIMENTO DE NAVIOS NA CHINA

Com o final do ano chegando, muitas expectativas são criadas com relação ao ano de 2022. No segmento logístico, nunca se fez tão necessário estar a par das informações e saber lidar com elas de maneira sábia.

Um fenômeno no mínimo intrigante vem acontecendo com os navios em águas chinesas. Desde o final de outubro, analistas de Comércio Exterior vem notando uma significativa queda no tráfego marítimo, ou seja, as empresas de dados de transporte que são as responsáveis por são capazes de rastrear navios em todo o mundo estão perdendo os dados dos navios chineses.

O sistema AIS permite que os navios enviem informações da velocidade, posição, percurso e nome para as estações que trafegam essas informações. No último mês, o número de navios compartilhando dados caiu quase 90% no país, de acordo com a VesselsValue.

A China, grande potência mundial e peça-chave no desenrolar da cadeia internacional, implementou uma legislação que promulga a privacidade de dados dentro do país, o que acompanha sua tendência de isolacionismo e desconfiança cada vez maior.

2022 E AS EXPECTATIVAS: CEDO DEMAIS PARA OTIMISMO?

De que maneira essa informação pode impactar ainda mais a crise de abastecimento no cenário internacional?

Recusando a falar sobre o assunto, o Ministro das Relações Exteriores da China apenas confirma que o país segue a tendência de isolar-se do resto global, negando-se a dar informações para ”países estrangeiros”, fato que se agrava principalmente pelas relações EUA X CHINA.

Dessa forma, o otimismo de que o ano de 2022 poderia apresentar melhoras no cenário, acaba sendo refutado quando informações cruciais como carga e descarga estão sendo perdidas. A cadeia global que já se encontra sob grande estresse acaba por encontrar mais uma situação difícil que vai muito além da logística.

Enquanto autoridades importantes em Pequim procuram acalmar as preocupações dos investidores globais, outro lado de sua política torna-se cada vez mais isolacionista e enfatiza a necessidade do país tornar-se cada vez mais ”independente” perante a segurança nacional.
Mas a China adotou políticas durante a pandemia do coronavírus que frequentemente parecem não fazer isso.

Para além da lei de privacidade de dados instaurada em novembro, as ações do governo chinês podem custar muito caro para todo o cenário global.

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